As
águas que correm são as mesmas que aprisiono em mim. Estas que me
tranquilizam são aquelas que me assustam e se tornam emoções. Do
pacífico ao tumulto de quem sente muito e se colapsa sobre seu
próprio sentir; de quem se emociona perante suas emoções e fica
resguardada do seu coração.
Quando
o eco das águas que correm se instalam, em mim, no mundo, na Vida...
Quando elas se instalam e me entram pelos ouvidos, que se tinham
apaixonado pelo cair da folha-que-voa, perco a limpidez do sentir e o
redemoinho aproxima-se num só passo.
Se
eu pudesse entrar dentro de ti, submergir-me e ser o Silêncio que
fecundava o útero da minha mãe, que ainda é semeado no Útero da
Mãe... Se eu pudesse trazer-te comigo e deixar-te logo ir pelo fluxo
do momentum...
De monumento em monumento, de instante em instante, o pacífico e o
Tumulto na confiança da Vida acima se encontram.
E
quando eu deixo que vocês, Águas do Meu Sentir, me falem o que será
que eu Escuto? O que será que eu Escuto?
A
vida corre
O
medo fica
A
viagem é feita sem bagagem
O
mergulho só na Água se encontra
O
perene é Sempre Aqui
E
as folhas falam-Te do Tempo que o vento levou.
Ouve-me
e leva-me contigo. Corre comigo. As águas vêm de todos os lados, em
cima, em baixo, do fundo à esquerda!
2 comentários:
Gostei muito!
Obrigada!
Enviar um comentário