quinta-feira, 14 de maio de 2015

águas de maio


As águas que correm são as mesmas que aprisiono em mim. Estas que me tranquilizam são aquelas que me assustam e se tornam emoções. Do pacífico ao tumulto de quem sente muito e se colapsa sobre seu próprio sentir; de quem se emociona perante suas emoções e fica resguardada do seu coração.
Quando o eco das águas que correm se instalam, em mim, no mundo, na Vida... Quando elas se instalam e me entram pelos ouvidos, que se tinham apaixonado pelo cair da folha-que-voa, perco a limpidez do sentir e o redemoinho aproxima-se num só passo.
Se eu pudesse entrar dentro de ti, submergir-me e ser o Silêncio que fecundava o útero da minha mãe, que ainda é semeado no Útero da Mãe... Se eu pudesse trazer-te comigo e deixar-te logo ir pelo fluxo do momentum... De monumento em monumento, de instante em instante, o pacífico e o Tumulto na confiança da Vida acima se encontram.
E quando eu deixo que vocês, Águas do Meu Sentir, me falem o que será que eu Escuto? O que será que eu Escuto?
A vida corre
O medo fica
A viagem é feita sem bagagem
O mergulho só na Água se encontra
O perene é Sempre Aqui
E as folhas falam-Te do Tempo que o vento levou.



Ouve-me e leva-me contigo. Corre comigo. As águas vêm de todos os lados, em cima, em baixo, do fundo à esquerda!


2 comentários:

m d'A disse...

Gostei muito!

kuaizi disse...

Obrigada!