domingo, 16 de junho de 2013

! Artisan .


 
Folha parda, rascunhada de vermelho, e uma música que me tira o Silêncio, até mesmo o Silêncio do Corpo. Tenta-se escutar, apoiando o ouvido direito sobre o ombro esquecido na rotina do dia. Eis que sussuros se ouvem, e era ontem.
- Ouve-te, nesta madeira onde te apoias.

São rasgos de guitarra portuguesa, aqueles que me ecoam no coração. E esssas gargalhadas que a abafam...

Livros empilhados de quem se presta a partir.



E, se um dia quisesse contar uma história... Como começaria? O que pediria por entre personagens desconexas e memórias fabricadas? Agarrar os traços do tempo, feito Linha que nos trouxe ao Presente! Será possível?



A vida explode

O tema encontra-se

Alguém olha o tecto

Os olhos fecham-se no livro, que olha à janela.



Vidas cansadas à procura de repouso.

Dedos encolhidos sonham em ver o sol.

Tristezas olhadas em profundos suspiros e climas pesados por silêncios.



E eu gostava de escrever uma história, em papel e caneta, sobre vidas e sonhos saltitantes e gnomos perdidos-achados.



Se calhar há que Sonhar primeiro.


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