Folha
parda, rascunhada de vermelho, e uma música que me tira o Silêncio,
até mesmo o Silêncio do Corpo. Tenta-se escutar, apoiando o ouvido
direito sobre o ombro esquecido na rotina do dia. Eis que sussuros se
ouvem, e era ontem.
- Ouve-te,
nesta madeira onde te apoias.
São
rasgos de guitarra portuguesa, aqueles que me ecoam no coração. E
esssas gargalhadas que a abafam...
Livros
empilhados de quem se presta a partir.
E,
se um dia quisesse contar uma história... Como começaria? O que
pediria por entre personagens desconexas e memórias fabricadas?
Agarrar os traços do tempo, feito Linha que nos trouxe ao Presente!
Será possível?
A
vida explode
O
tema encontra-se
Alguém
olha o tecto
Os
olhos fecham-se no livro, que olha à janela.
Vidas
cansadas à procura de repouso.
Dedos
encolhidos sonham em ver o sol.
Tristezas
olhadas em profundos suspiros e climas pesados por silêncios.
E
eu gostava de escrever uma história, em papel e caneta, sobre vidas
e sonhos saltitantes e gnomos perdidos-achados.
Se
calhar há que Sonhar primeiro.
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